Não sei, mas vivo
- Emily Luz

- 4 de ago. de 2018
- 2 min de leitura
Eu posso sentir meu coração bater sem tocar nele.
Posso sentir minha respiração ir e vir sem querer
Posso ouvir meus pensamento dizendo coisas boas e ruins sem que eu o pergunte algo.
Posso ouvir o som de tudo, inclusive do silêncio. Posso ser tudo, e também ser nada.

Minhas insanidades me levaram pra longe daqui, meus olhos veem o que eu não quero ser, mas pareço ser. Meus ouvidos ouvem afirmações tão falsas que chegam a ser verdadeiras. Tudo contraditório a tudo aquilo que eu pensei saber. Tudo incerto e certo.
Sou ausência de mim, sou o medo vivo. Sou barulho sem som. Sou meu completo devaneio. Pensei saber tudo que eu era, e tudo que eu não era, agora me pego pensando se há identidade em mim, ou talvez um significado, mas talvez não tenha nada, só a existência fazendo presença em algum lugar, ou em mim mesma.
Se me perguntarem se sei quem sou, direi a verdade: "Nunca descobri, mas sigo tentando".
E não, não há somente uma resposta, Quem dera fosse só uma, talvez facilitasse as coisas, talvez alguém me pudesse dizer, mas a verdade é que ninguém sabe, e não saberá. Pois a existência é uma constante busca de respostas não alcançadas. E quem um dia disse saber, houve outro que trouxe outra afirmação, e assim dividiram as ideias, nos deram escolhas pra dizer o que estava realmente certo ou não.
Se a sua verdade o faz querer existir, a sua verdade é realmente a verdade, mas se ela o faz pensar o contrário, você ainda não encontrou a verdade.
São muitas confusões em nossa mente, interrogações, medos, ausências, e nós mesmos. São muitos. E pouco se aprende a lidar com o muito, pouco se ensina sobre, pouco se diz, pouco se soluciona.
Se a minha realidade me dissesse o contrário eu te diria, mas o meu real estado é esse, não sei, mas vivo.




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